Por que evitamos escalas com sustenidos?

Mateus Bustamante

Mateus Bustamante Publicado 29/08/2017 


Uma aluno me perguntou sobre as formações da escala:

Você parou na escala de Fá# maior, sendo que a próxima é a escala de Dó# maior, é por que não fazê-la,  quais são as razões para não fazê-la? Uma vez que existem várias músicas compostas na tonalidade de Dó# maior, então, penso que é o momento de praticar essa escala e não deixa.

Na verdade vc até pode praticar a escala de dó#, no entanto ela é a mesma escala de réb.

Existem sim músicas em dó#, no entanto seria mais simples se elas estivessem em ré bemol. Na verdade isso ocorrer muitas vezes por falta de conhecimento ou informação.  Na teoria podemos fazer o que quisermos. O problema é a prática, que pode ficar complicada.

Primeiramente paramos em dó# porque a partir dela, aparecerão notas com acidentes dobrados sustenidos e escalas enarmônicas às escalas com bemóis.

Vamos entender porque é mais simples pensar na escala de réb do que de dó#:

vamos comparar:

do#  re#  mi#  fa#  sol#  la#  si#  (7 notas alteradas com acidentes)

réb  míb  fa  solb  lab  sib dó (5 notas alteradas com acidentes)

As duas escalas são iguais em sons, o que muda são os nomes das notas


Vamos comparar a escala da 5ª de do# que é sol#:

sol#  la#  si#  do#  re# mi# fa##  (temos 8 acidentes pois o fá é dobrado sustenido)

lab  sib  do  reb  mib  fa sol  (temos 4 notas alteradas com acidentes)


Com exceção de fá#, para cada escala construída com acidentes em sustenidos, teremos uma correspondente enarmônica construída com menos acidentes em bemol.

O sistema de afinação temperado permite isso. É uma questão matemática e acústica. Antigamente não era assim, mas este é outro assunto que podemos conversar futuramente.


 

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